Análise de pesquisas na internet: uma estrategia para a vigilância em saúde

Cerca de 80% dos internautas buscam informações sobre saúde, e o número de pesquisas relacionadas a uma doença aumenta durante uma epidemia. A análise desses dados da web permite rastrear surtos entre populações, com informações geográficas, até duas semanas antes do que a vigilância tradicional de doenças.
Recente estudo divulgado, usou uma rede social chinesa, a BSI, como fonte de indexador de pesquisa em mídia social (SMSI), para relacionar os dados à epidemiologia do Coronavírus e investigar possíveis preditores de novas suspeitas e infecções. O estudo evidenciou uma correlação positiva entre novos casos suspeitos de COVID-19 e uma série de cinco palavras-chave pesquisadas: angústia torácica, febre, pneumonia, coronavírus, e tosse seca. Ainda, as alterações nos comportamentos de pesquisa ocorreram entre 6 e 9 dias antes da confirmação de infecção pelo Coronavírus.
Porém, ao usar palavras-chave de sintomas não específicos, os resultados obtidos revelaram que não há correlações entre a pesquisa e futuras confirmações.
Assim, o SMSI pode ser usado para prever áreas e populações em risco de eventuais surtos, atuar com precisão na triagem de casos suspeitos, estabelecendo metas específicas, economizando tempo, trabalho e dinheiro para outros investimentos, e desenvolvendo medicamentos e intervenções eficazes de saúde pública.

Fonte: Qin e colaboradores 2020. Publicado na revista Journal of Environmental Research and Public Health. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/17/7/2365

Enviado por: Gabriel da Silva Puhl, acadêmico do Curso de Enfermagem-UFSM, bolsista de iniciação científica PIBIC/CNPq.
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/8909396531134153

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