Novas metodologias de testes poderão agilizar a detecção do coronavírus

Em face a pandemia enfrentada mundialmente devido a transmissão do coronavírus (SARS-CoV-2), diversas estratégias de diagnóstico clínico para identificar a presença do vírus vêm sendo desenvolvidas em vários países. Entretanto, o tempo desde a coleta inicial de material biológico até o diagnóstico de um paciente com suspeita do vírus tem sido de pelo menos 24 horas. Apesar de testes sorológicos apresentarem agilidade, a sua utilidade no diagnóstico de uma infecção aguda é limitada uma vez que o desenvolvimento de uma resposta imune (anticorpos) detectável pelo paciente pode demorar vários dias. Dessa forma, a deficiência de testes rápidos, acurados e acessíveis tem sido um obstáculo para o diagnóstico e para a criação de estratégias mais efetivas para o enfrentamento da doença (COVID-19) pelos órgãos de saúde locais e mundiais. Contudo, para agilizar e facilitar a detecção da presença do vírus, pesquisadores vêm aprimorando e desenvolvendo novas metodologias a partir de técnicas já existentes com resultados precisos e mais rápidos. Métodos ainda não validados poderão acelerar o diagnóstico oferecendo a vantagem da realização de testes sem a necessidade de infraestrutura laboratorial complexa e tempo até a obtenção do resultado, a partir da coleta de amostra biológica da nasofaringe ou orofaringe do paciente, de aproximadamente 45 minutos.

Fonte: Broughton et al. (2020). Publicado na revista Nature Biotechnology no dia 16 de abril de 2020.
Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41587-020-0513-4.

Enviado por: Charles Assmann, graduado em Ciências Biológicas e aluno de Doutorado em Bioquímica Toxicológica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5754493402648045.

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