Sem ter o que comer não há como sair da pandemia

A pandemia da COVID-19 impacta fortemente a globalização no eixo da alimentação, ameaçando o suprimento de alimentos em todo o mundo. Para a reconstrução deste panorama, será necessário dispor de tecnologia, inovação e determinação política.
O economista-chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) salienta, ‘’ temo que poucos países tenham reconhecido que suas medidas para conter o vírus e amortecer os choques econômicos devem ser ajustadas para manter o fluxo de alimentos. Sem comida, não pode haver saúde. As prescrições políticas são diretas e o isolacionismo não pode fazer parte dela. Os países devem trabalhar juntos, não erguer muros comerciais e impedir que trabalhadores essenciais cruzem fronteiras’’.
A expectativa para a colheita de cereais é grande, estima-se que este ano seja farta, no entanto isto não garantirá que os alimentos sejam levados de onde são produzidos, para os locais onde são necessários.
Diversas estratégias devem ser rapidamente tomadas, para garantir o suprimento de alimentos durante a pandemia, tanto internamente como entre os países. De fato, o vírus não respeita fronteiras, etnias ou sistemas governamentais, mas o alimento é essencial. É preciso garantir que o alimento chegue e seja disponível, só assim podermos juntos enfrentar esta doença que assola o mundo.

Fonte: Torero, 2020. Artigo publicado na Revista Nature, em 23 de abril de 2020. Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-020-01181-3

Enviado por: Bruna Chitolina, graduanda em Farmácia e aluna de Iniciação Científica do Laboratório Biogenômica-UFSM, Bolsista de FAPERGs. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/8517428872464576

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