Uso de ventilação não-invasiva para pacientes com COVID-19: um motivo de preocupação?

Um dos maiores desafios vigentes na atual pandemia do coronavírus é, sem dúvidas, minimizar a transmissão da COVID-19 de pacientes para profissionais da saúde. Em situação de insuficiência respiratória em doentes suspeitos ou confirmados, é sugerida a incubação e ventilação precoce, em detrimento de tratamentos menos invasivos, tais como a pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou ventilação não-invasiva (VNI). Apesar disso, tais técnicas menos invasivas, desde que executadas com equipamento de proteção individual (EPI) adequado, são defendidas pela Organização Mundial da Saúde. Isso se deve ao fato de que a intubação e ventilação desnecessárias, além de poderem negar o que pode ser um tratamento que salva vidas para outro paciente em ambientes com recursos limitados, substitui o uso de CPAP ou VNI em casos em que eles seriam suficientes para a melhora do paciente.  Entretanto, sabe-se que recorrer a suportes respiratórios menos invasivos sem a devida proteção com EPI aumenta o risco de transmissão. Por isso, acredita-se que a associação de uso de EPI a um bom ajuste na interface de sistemas CPAP ou VNI minimizaria a dispersão generalizada do ar expirado e, consequentemente, o contágio. Portanto, a solução é, mais do que nunca, garantir a segurança do profissional, facilitando, assim, a prestação dos melhores cuidados aos pacientes.

Fonte: Arulkumaran e colaboradores. Publicado na revista The Lancet, 2020.
Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lanres/article/PIIS2213-2600(20)30181-8/fulltext

Enviado por: Tanize Louize Milbradt, acadêmica do Curso de Medicina e aluna de iniciação científica Laboratório Biogenômica-UFSM.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9501880936037755

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