Doação de leite materno na pandemia: desafios de segurança

Não é uma novidade que a pandemia ocasionada pelo SARS-CoV-2 (causador da Covid-19) tem reforçado medidas de segurança em todo mundo. Por esse motivo, líderes de diversos Bancos de Leite Materno em diferentes países tem alertado para uma possível quebra no fornecimento enquanto buscam alternativas para suprir a demanda.
As maiores dificuldades dos bancos de leite estão em questões logísticas, como o recrutamento de doadoras rastreadas, recursos humanos qualificados, manuseio e transporte. Embora não haja evidências da transmissão do SARS-CoV-2 via leite materno, o processo de pasteurização seria mais uma garantia da segurança do produto que, segundo estimativas, é distribuído a cerca de 800 mil crianças anualmente, muitas delas portadoras de anomalias congênitas ou condições neurológicas.
Uma outra preocupação recaí sobre os bebês afastados de suas mães infectadas, onde a doação deve ser por curto período, apenas até que o recém-nascido volte a ter contato com própria mãe. Além disso, modernizar a infraestrutura atual é importante para melhorar a segurança e responsividade da doação frente a novas ameaças infecciosas.
A amamentação é essencial para um crescimento saudável e desenvolvimento adequado. Assim, o apoio e suporte a bancos de leite é imprescindível para que bebês vulneráveis não recebam cuidados abaixo do ideal.

Fonte: Shenker, N. Maintaining safety and service provision in human milk banking: a call to action in response to the COVID-19 pandemic.
Disponível em: https://www.thelancet.com/pdfs/journals/lanchi/PIIS2352-4642(20)30134-6.pdf

Enviado por: Biólogo. MSc. Moisés Henrique Mastella. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4345010332881664

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