Terapia com anticorpos monoclonais no combate ao SARS-CoV-2

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem infectado e causado a morte de milhares de pessoas no mundo. A infecção ocorre a partir da ligação da proteína spike (S) do vírus ao receptor na superfície da célula hospedeira (que é a enzima conversora de angiotensina 2 – ACE2), permitindo, assim, a entrada e a replicação do vírus na célula. Apesar dos esforços para desenvolver intervenções preventivas ou terapêuticas contra o vírus, ainda não existem vacinas ou medicamentos antivirais capazes de combatê-lo.
A imunoterapia com anticorpos monoclonais representa uma nova era na prevenção de doenças infecciosas e é considerada um das melhores alternativas para bloquear a infecção pelo SARS-CoV-2. Os anticorpos monoclonais são uma classe versátil de produtos farmacêuticos, que podem fornecer uma intervenção terapêutica eficiente e altamente específica contra uma doença em particular. Eles podem ser isolados do sangue dos pacientes infectados ou ser fabricados em laboratório e são direcionados especificamente para um alvo, por exemplo, anticorpos produzidos contra a proteína S do vírus ou anticorpos que se ligam ao receptor ACE2 e, assim, são capazes de bloquear a ligação do vírus na célula hospedeira, impedindo a sua entrada e a gravidade da doença.
É importante ressaltar que o SARS-CoV-2 é o terceiro coronavírus altamente patogênico em humanos, depois dos já conhecidos SARS-CoV e MERS-CoV, e ele apresenta características clínicas e genéticas muito semelhantes ao SARS-CoV. Dessa forma, os modelos terapêuticos, inclusive anticorpos monoclonais, desenvolvidos contra os outros coronavírus e que apresentaram resultados promissores, podem ser adaptados e avaliados no combate ao SARS-CoV-2. Ainda, a combinação de diferentes anticorpos monoclonais, com distintas especificidades, pode representar uma atividade antiviral mais potente e uma maior eficácia do tratamento.

Fonte: Shanmugaraj e colaboradores. Publicado na revista Asian Pacific Journal of Allergy and Immunology, em março de 2020.
Disponível em: http://apjai-journal.org/wp-content/uploads/2020/03/2.pdf

Enviado por: MSc. Cibele Ferreira Teixeira – UFSM
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9457577413344566

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