Estudo vai investigar comportamento da Covid-19 no Rio Grande do Sul

Infectologistas e clínicos de várias regiões do Estado estão envolvidos em um estudo com 1.575 integrantes da Brigada Militar em dez cidades gaúchas. O estudo, coordenado pelo chefe do Laboratório de Biologia Molecular da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS), Alessandro Pasqualotto, em parceria com o Instituto Cultural Floresta e a UFCSPA, vai investigar se essa população exposta durante a pandemia, desenvolveu anticorpos para o vírus. Também serão avaliados dados clínicos de cada participante envolvido no inquérito. Os primeiros resultados da pesquisa devem ser divulgados em agosto. 

Em cada cidade (Porto Alegre, Canoas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Lajeado, Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo, Ijuí e Uruguaiana) haverá um médico responsável pela equipe, que fará a coleta de sangue dos PMs para depois serem encaminhados ao laboratório da Santa Casa e analisados pelo teste sorológico ELISA – considerado mais sensível do que os exames rápidos. Com essa metodologia fica menos passível de surgirem resultados “falsos negativos”. De acordo com Pasqualotto, o estudo passou por rigoroso cálculo de tamanho de amostra. A participação dos brigadianos se dará por sorteio, de modo que os resultados deverão refletir, de modo fiel, a frequência com que os policiais da Brigada Militar efetivamente desenvolveram anticorpos contra a Covid-19. O resultado da pesquisa poderá ter importantes implicações para a compreensão da epidemiologia da Covid-19 em nosso Estado, pois esses profissionais são considerados essenciais e mantem contato com a população e seus familiares, assim como os profissionais de saúde.

Para o presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, Alexandre Vargas Schwarzbold, responsável pela coleta de dados em Santa Maria, poder contribuir com um estudo regional que pretende avaliar a suscetibilidade de uma população de trabalhadores essenciais como a Brigada Militar, é muito importante para gerar conhecimento e sugerir linhas de ação junto à comunidade.

Schwarzbold destaca que ao avaliar a prevalência da doença entre essa população, será possível identificar outro aspecto importante que é a transmissão assintomática. Segundo o médico, é possível que muitos policiais não tenham referido sintomas para a doença. “O que será mostrado pela investigação sorológica vai poder estimar os riscos e o quanto de prevalência da doença existe na corporação.

Enviado por: Jornalista Paula Oliveira de Sá
Reg. Prof. MTB/RS 8575

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